Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, para não serdes julgados; não condeneis, para não serdes condenados; perdoai, e vos será perdoado. Dai, e vos será dado; será derramada no vosso regaço uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, pois com a medida com que medirdes sereis medidos também... Mestre Jesus Cristo.

Seguidores dos Pretos Velhos

Mostrando postagens com marcador Obsessão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Obsessão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Livrando-se dos Encostos


Por vezes, o pior "encosto" é o encarnado que está ao nosso lado, ao qual não nos afastamos por interesses egoísticos os mais diversos. Esquecemos facilmente que somos os únicos  responsáveis pela nossa felicidade ou infelicidade, aqui com os "vivos" ou do lado de lá com os "mortos". Um dia responderemos a um juiz implacável - nossa consciência imortal.


 Muitas criaturas freqüentam os centros espíritas apenas para se livrarem do "encosto" de espíritos atrasados, que lhes tolhem a liberdade de ação e as impedem até de gozar os prazeres mais comuns. Elas se queixam de perseguições invisíveis de "velhos adversários" do passado, mas ignoram que, às vezes, se trata de uma providência salutar adotada pelos seus próprios guias, no sentido de preservá-las de maiores prejuízos. Os espíritos inferiores em serviço voluntário e sob o comando dos seus mentores, praticam os seus "encostos" aplicando fluidos opressivos ou incômodos, que funcionam à guisa de um "freio moderador" sobre os encarnados. Não se trata de qualquer processo obsessivo, mas apenas de uma interferência compulsória sobre os homens imprudentes, que tem como objetivo reduzir suas atividades nocivas.

Subjugados pela carga dos fluidos entorpecentes dos espíritos inferiores, as criaturas deixam de comparecer a aventura extraconjugal censurável, faltam à jogatina viciosa e evitam os ambientes prostituídos onde domina o tóxico alcoólico. Elas sentem-se desanimadas, febris e buscam o leito de repouso, completamente indispostas ou impossibilitadas para acompanhar as libações dos companheiros. É óbvio que nem sempre o "encosto" é recurso providenciado pelos guias em favor dos seus tutelados, pois também pode ser fruto do processo obsessivo comandado pelos espíritos "das sombras". Mas, em ambos os casos, os fluidos incômodos ou agressivos desaparecem na sua ação indesejável, assim que as vítimas acertam sua "bússola espiritual" a objetivos sadios e benfeitores.

Também não importa o prestígio, a responsabilidade ou a cultura do homem do mundo, pois tanto enferma entre lençóis confortáveis o rico e feliz, quanto o pobre, entre os trapos da cama tosca. Até os anjos podem usar de métodos ríspidos, mas de proveito espiritual, assim como os pais severos, ante o filho rebelde que não atende aos seus conselhos, resolvem, adotar providências mais rigorosas e eficazes. Esses recursos drásticos e violentos, embora criticáveis em sua aparência, muitas vezes evitam que os encarnados ingressem na senda criminosa que poderia atirá-los no cárcere, impede-os da aventura que lhes macularia o nome benquisto, evita-lhes a união ilícita com a mulher prostituta ou afasta-os do negócio desonesto e de agravo contra terceiros.

O saneamento, portanto, não se refere propriamente ao corpo transitório, mas em particular, ao espírito eterno, isto é, ao cidadão sideral. Atinge o homem rico, formoso e culto, assim como a criatura ignorante e coberta de andrajos.

Ramatís - Elucidações do Além

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Obsessores de Nós Mesmos



Um dos maiores desafios ao qual nós encarnados somos submetidos durante nossa vivência na carne é o de ter a humildade e discernimento para reconhecer e admitir nossos próprios erros e falhas de caráter, bem como a coragem de corrigí-los. É conseguir olhar no espelho e enxergar além da imagem refletida, além do verniz social com o qual nos revestimos em nosso dia-a-dia, não só para a sociedade mas para nós mesmos. É ter a lucidez para vasculhar os recônditos de nossa interioridade e trazer a tona os pensamentos e sentimentos mais obscuros e que necessitam ser transmutados.

Infelizmente nós espíritos imperfeitos temos uma tendência de sempre atribuir a causas externas e a um destino inexorável os infortúnios com os quais nos vemos envolvidos ao longo de nossa existência. Se nossa encarnação nos faz estar inseridos em ambientes familiares ou mesmo de trabalho com os quais não nos afinizamos e temos dificuldade ou incapacidade de nos adaptarmos, normalmente assumimos o papel de vítimas e nos consideramos injustiçados. A partir do momento em que assumimos como verdadeiro um fato ou sentimento, seja em relação a alguém ou a alguma situação, criamos no astral uma forma pensamento que passa a fazer parte deste contexto, sendo sempre potencializada quando trazemos a nossa memória aquela lembrança. A medida que alimentamos estes conceitos e quanto mais retornamos a eles, mais expressiva se torna esta formação astral, e se a mesma for irradiada com pensamentos negativos e de baixa vibração, é desta forma que receberemos o retorno desta energia. A medida que esta criação daninha toma vulto junto ao nosso perispírito, passa a chamar a atenção também dos irmãos desencarnados com energias afins como se fosse um imã atrator. Inicia-se então uma simbiose energética que cada vez mais intensifica este quadro mental e por consequência este estado vibratório que recai sobre a pessoa envolvida. Analisando então o quadro na origem, percebemos que dificilmente o encarnado se torna vítima de espíritos obsessores sem que antes tenha sido vítima de si mesmo,de sua própria invigilância.

Se eventualmente nos tornamos irascíveis, intolerantes, impiedosos, afinizados com vícios e desregramentos, podemos estar simplesmente deixando aflorar personalidades pretéritas que pela misericórdia divina são sepultadas em nossa memória espiritual para possibilitar que na atual encarnação justamente possamos resgatar por nosso próprio merecimento os erros cometidos nas vivências em que vibrávamos dessa forma. Atribuir  estas nossas condutas que não condizem com os ensinamentos do Evangelho a influências de entidades desencarnadas ou energias demandadas contra nós por terceiros é uma forma cômoda de nos desincumbirmos da responsabilidade por nossos próprios pensamentos e atitudes. O fato de admitirmos que não temos controle sobre nosso lado obscuro evidencia que cabe a nós a responsabilidade de vencermos esta batalha interior. 

Como a misericórdia do Pai é infinita, não existe razão plausível para que alguém que se mantenha envolto por energias positivas, conduzindo sua vivência embasada nos ensinamentos crísticos e vibrando sempre nesta frequência se torne uma vítima desamparada da ação do baixo astral. As adversidades que porventura lhe couberem certamente se darão por reajustes cármicos e não por ação espiritual nefasta. Não que estas pessoas tenham mais proteção ou sejam privilegiadas em relação aquelas que ainda não atingiram tal entendimento, mas a menor densidade energética  resultante dos pensamentos elevados possibilitam aos amigos espirituais uma ação mais efetiva sobre  seus tutelados. De forma inversa se encontram aqueles que estão envolvidos por uma carapaça de baixa densidade que por vezes anulam ou minimizam a ação benéfica da espiritualidade de luz.

O exercício da caridade sincera com o próximo certamente é um dos sentimentos mais elevados e que por um mecanismo de "retroalimentação positiva", seja pela vibração da pessoa que foi tocada pelo nosso gesto, seja por reconhecimento do plano espiritual, funciona como uma verdadeira usina geradora de energias benfazejas. Mesmo que esta conduta nos transforme em um alvo potencial a ser atingido pela ação das trevas, nos concede também uma espécie de "imunidade diplomática" que não pode ser ignorada pelos inimigos espirituais. Mas a efetividade desta proteção está  diretamente relacionada com o equilíbrio que mantivermos em nosso estado vibratório pois basta deixarmos nossos pensamentos penderem para longe do caminho cristão para que nossas defesas fiquem vulneráveis aos espíritos de baixo calão moral.

Desta forma, estejamos atentos pois o nosso pior inimigo está dentro de nós mesmos e se manifesta com força total quando os sentimentos sublimes ensinados pelo Mestre Jesus são esmaecidos pelo orgulho e pela indiferença com nossos irmãos de jornada.


Por Adriano - Médium do Triângulo da Fraternidade
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...