Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, para não serdes julgados; não condeneis, para não serdes condenados; perdoai, e vos será perdoado. Dai, e vos será dado; será derramada no vosso regaço uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, pois com a medida com que medirdes sereis medidos também... Mestre Jesus Cristo.

Seguidores dos Pretos Velhos

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Serviço de Caridade



Calemo-nos diante da ofensa.

Auxiliemos aos companheiros de experiência, quanto se nos faça possível.

Abstenhamo-nos de maldizer, onde não possamos auxiliar.

Evitemos ressentimento ou azedume, quando o mal nos alveje.

Busquemos a conciliação fraterna, amparando, ainda mesmo de longe, aqueles que nos firam.

Desculpemos quantas vezes se fizerem necessárias, cada dia, exercitando-nos na prática do verdadeiro perdão.

Olvidemos os caprichos do “eu” que tantas vezes nos escravizam a escuras ilusões.

Aprendamos com a vida, para sermos mais úteis.

Multipliquemos as bênçãos do serviço, no campo das horas, conscientes de que o tempo é um empréstimo inestimável da Providência Divina.

Assim procedendo, estejamos certos de que cultivaremos a caridade para com o próximo e para conosco, de vez que, corrigindo em nós aquilo que nos aborrece nos outros, seguiremos, dia a dia, nos passos de Jesus, em nosso esforço de ascensão.

Emmanuel

In: ‘Recados da vida’ - Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Pra Fazer a Caridade!



Uma breve lição sobre a relação
Médium x Mediunidade praticada

É praxe! Semanalmente abarcam centenas de pessoas nos terreiros com a intenção de desenvolver a mediunidade.

Dia destes um indivíduo em consulta perguntou ao Caboclo que lhe atendia:

-  “Caboclo, preciso desenvolver a mediunidade, posso fazer isso aqui?”

O rapaz não conhecia o terreiro, era sua primeira visita, o Sr. Caboclo retrucou:

-  Sim filho, pode sim, antes nos responda algumas perguntas simples e saberemos quando e onde iniciará seu desenvolvimento mediúnico.

-  Pois sim Caboclo, qual a dúvida?

-  Filho, sabe o que é mediunidade?

O rapaz esboçou surpresa em suas feições, pensou rapidamente e prosseguiu:

-  Sei Caboclo, é a capacidade de incorporar os guias espirituais.

-  Ah sim meu filho, entendo, mas devo dizer que isso não é mediunidade, ao menos não é bem isso que o Caboclo está perguntando, vou tentar ser mais claro. Você sabe para que serve a mediunidade?

-  Sei sim, para fazer a caridade!

-  Hum, e o filho quer desenvolver a mediunidade pra quê?

-  Para fazer a caridade, ajudar as pessoas.

-  Sei, sei… E porque o filho quer ajudar as pessoas?

O rapaz ficou pálido e sem graça arriscou:

-  Para evoluir meu pai, porque esse é o caminho da luz.

-  Que luz meu filho?

-  Oras meu pai! A luz espiritual, como a vossa!

-  Hum, como o filho imagina que seja o desenvolvimento mediúnico?

-  Bem, já vi algumas vezes, vou vir de branco e vou girar até incorporar, mas já aproveitando, quero dizer que tenho receio de girar, não vou conseguir me concentrar, então prefiro que me deixem concentrando, assim será mais fácil.

O rapaz já falava como se fosse parte do grupo. O Caboclo interrompeu e disparou:

-  Meu filho, que tipo de problemas você imagina que pode ter ao desenvolver a mediunidade?

-  Acho que nenhum!? Por quê? Terei problemas?

-  Depende.

-  Como assim?

-  Depende do que o filho escolher.

-  Não estou entendendo.

O Caboclo silenciou, olhou para o Congá, baforou do seu charuto no corpo do rapaz, fechou os olhos, parecia estar orando, respirou fundo, olhou fundo nos olhos do rapaz e ensinou:

-  Meu filho, você é mais um dentre milhares que se utilizam de discursos prontos, respostas decoradas, ambições estranhas e ansiedade para sentir-se melhor que os outros, o que é pior, via mediunidade.

Chegará o inevitável dia do seu desenvolvimento mediúnico, e Caboclo deseja que chegue, onde quer que seja.

Mas este Caboclo deseja mais ainda: que o filho tenha respostas verdadeiras, que encontre de uma forma pessoal o motivo real para o exercício mediúnico.

O filho precisa saber que mediunidade não é entretenimento, não é uma atividade que preenche apenas um espaço vazio da sua agenda.

O primeiro passo para o desenvolvimento mediúnico é o compromisso em buscar o autoconhecimento, é meditar muito, orar mais um tanto e ter a certeza de que quer assumir um compromisso do qual todos os demais compromissos na vida sejam secundários diante seus compromissos espirituais.

É preciso que saiba muito bem o que significa comprometimento, dedicação e respeito á tudo e a todos.

Estude bastante sobre esta religião que quer seguir, pois se não a compreender, jamais sentir-se-á compreendido pelos diferentes.

Considere que caridade não é dar passe, descarregar ou qualquer coisa que seja feito incorporado, saiba que esta é a nossa caridade, não sua, você médium e religioso tem nas incorporações e o que acontece a partir dela apenas uma consequência da fé e da mediunidade. Sua caridade deverá ser outras iniciativas e não ocultas em nossas incorporações.

Também lembre-se que ninguém ajuda ninguém se ao menos não esteja preocupado em se ajudar primeiro, em lapidar-se e aprimorar-se, antes de pretender ser fonte é preciso ser abastecido.

Você terá preceitos a seguir, então sua rotina de hoje já não será a mesma, o que você comeu hoje, se estivesse do lado de cá já não seria permitido.

Observe seus vícios e aceite que se ensina e ajuda mais pelo exemplo do que por boa vontade, se és um indivíduo rendido aos vícios da matéria, mesmo tendo plena consciência dos males, então busque livrar-se destes grilhões antes de pretender ser alguém que vá libertar os outros.

Ter mediunidade prática não te faz melhor do que ninguém, apenas reforça que você tem mais responsabilidade com o mundo, então não será por meio da mediunidade que poderá extravasar questões de carências mal resolvidas na infância.

Este caboclo poderia prosseguir com muitas outras considerações, mas vejo que o filho já entendeu, então Caboclo pergunta:

-  O filho quer começar o desenvolvimento quando mesmo?!

Desconcertado, pensativo e visivelmente desapontado o rapaz responde:

-  Meu Pai, desenvolverei quando ao menos conseguir praticar uma de suas ponderações, desculpe-me pelo tempo que lhe tomei, vou pensar sobre isso tudo.

-  Não se desculpe meu filho, isso é o que o Caboclo veio fazer, amamos isso que fazemos, esta é a nossa oportunidade de fazer a caridade, se consigo te ajudar, isso me alegra. Mas meu médium não, ele apenas está no transe aprendendo com isso tudo e exercitando sua religiosidade, entendeu?

-  Sim meu pai, acho que entendi!

-  Então fique em paz e na luz meu filho, se for da sua vontade e dos Orixás, nos veremos mais adiante.

O rapaz agradeceu o Caboclo e emocionado retirou-se do terreiro, voltaria nas próximas semanas e talvez em alguns meses ou anos, ele sentiria o chamado, pela vontade Maior e não pessoal.

Este breve relato, é um fato e nos traz um alerta importante sobre a maneira que nos relacionamos com a mediunidade, então responda: qual é a sua maneira???

Grande abraço,

Rodrigo Queiroz – www.rodrigoqueiroz.blog.br

terça-feira, 16 de julho de 2013

Fora da Caridade não há Salvação?



O QUE É PRECISO PARA SER SALVO?

PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO
1.   Portanto, quando o Filho do homem vier em sua majestade acompanhado de todos os anjos, se sentará sobre o trono de sua glória; e, todas as nações estando reunidas perante ele, separará uns dos outros, como um pastor separa as ovelhas dos cabritos, e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.  Então o Rei dirá àqueles que estiverem à sua direita: Vinde, vós que fostes abençoados por meu Pai, possuí o reino que vos foi preparado desde o início do mundo; pois tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; tive necessidade de abrigo e me abrigastes; estive nu e me vestistes; estive doente e fostes me visitar; estive na prisão e viestes me ver.  Então os justos perguntarão: Senhor, quando vos vimos faminto e vos demos de comer, ou que tivestes sede e vos demos de beber? Quando vos vimos sem abrigo e vos abrigamos e sem roupas e vos vestimos? E quando vos vimos doente ou na prisão e que fomos vos visitar? E o Rei responderá a eles: Eu vos digo em verdade que, todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.  Ele dirá em seguida àqueles que estiverem à sua esquerda: Separai-vos de mim, malditos; ide ao fogo eterno, que foi preparado para o diabo e para seus anjos; pois tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; tive necessidade de abrigo e não me abrigastes; estive sem roupas e não me vestistes; estive doente e na prisão e não me visitastes.  Então, eles assim responderão: Senhor, quando vos vimos ter fome, ter sede, ou estar sem abrigo, sem roupas, ou doente ou na prisão, e que não vos assistimos? Mas ele responderá: Eu vos digo em verdade que, todas as vezes que deixastes de dar assistência a um desses pequeninos, deixastes de fazê-lo a mim mesmo.

E então estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (Mateus, 25:31 a 46)

2.   Então um doutor da lei, se levantando, disse-Lhe para tentá-Lo:

Mestre, o que devo fazer para possuir a vida eterna? Jesus lhe respondeu: O que está escrito na lei? Como lês? Ele Lhe respondeu:

Amareis ao Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso Espírito, e vosso próximo como a vós mesmos. Jesus lhe disse:

Respondestes muito bem; fazei isso e vivereis.

Mas este homem, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus:

E quem é meu próximo? E Jesus, tomando a palavra, lhe disse:

Um homem que descia de Jerusalém a Jericó caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram, cobriram-no de feridas e deixaram-no meio morto. E eis que de repente um sacerdote passava pelo mesmo caminho e que, tendo-o notado, passou bem longe. Um levita, que também vinha pelo mesmo lugar, vendo-o, também passou longe. Mas um samaritano que viajava, passando pelo lugar onde estava esse homem, e tendo-o visto, ficou tomado por compaixão. Aproximou-se então dele, passou azeite e vinho em suas feridas, e as enfaixou; e, pondo-o sobre seu cavalo, levou-o a uma estalagem e tomou conta dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, que deu ao hospedeiro, e lhe disse: Cuidai bem deste homem, e tudo o que gastardes a mais, eu vos restituirei em minha volta.

Qual destes três vos parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? O doutor Lhe respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Ide, pois, lhe disse Jesus, e fazei o mesmo. (Lucas, 10:25 a 37)

Confesso que sempre me fez uma certa confusão a forma como algumas vezes já vi ser interpretado o Capitulo XV do Ev.S. Esp.. Em primeiro lugar que "Caridade" é esta a que se refere o Evangelho? Em minha modesta opinião só pode ser a mesma "Caridade" que Paulo de Tarso refere em Corintios, XIII;1-7 e 13, ou seja uma caridade descomprometida, sem esperar nada em troca.

Fazemos Caridade, porque sofremos com o sofrimento dos nossos irmãos. A verdadeira caridade só o será quando fizer parte da essência do ser humano, quando for levada e fizer parte integrante do ser humano.

Por isso não podemos concordar quando se conclui, como já ouvimos várias vezes, "se fora da caridade não há salvação, então vamos fazer a caridade para nos salvarmos." Honestamente pensamos que esta conclusão está errada. É que a salvação não é uma causa da caridade é, isso sim, a consequência natural daquela. E a caridade não também ela um meio para atingir um fim! Fazemos caridade porque sofremos com o sofrimento do próximo, não porque pensamos primeiro que ela nos pode salvar. A salvação é uma consequência da caridade e não uma causa.

 Ao conseguir aliviar a dor do próximo sentimos uma imensa alegria invadindo nosso intimo.  Tornamo-nos mais leves e iluminados, e meus irmãos, se isto não é a presença de Deus em mim, não consigo descrever o que mais seria.

Agora, se somos capazes de, ao ajudar o próximo, produzir uma energia tão luminosa no mundo, imaginem se todos pudessem praticar a caridade naturalmente, como seria iluminado nosso pequeno planeta.  Creio realmente que caminhamos para isso.

O amor incondicional é que deve ser o motor que promove a força de vontade em se praticar a caridade, assim penso. Agora o que me intriga são as palavras do mestre, as quais devem ser levadas em conta, antes de quaisquer outras. Nestas entendemos que mesmo que ainda não tenhamos atingido um estágio onde o amor se manifeste naturalmente e de forma incondicional, devemos praticar a caridade sempre!

Salve a Caridade! Salve o Amor Incondicional!


            Denis Sant’Ana   .’.   \|/   سلام
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