Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, para não serdes julgados; não condeneis, para não serdes condenados; perdoai, e vos será perdoado. Dai, e vos será dado; será derramada no vosso regaço uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, pois com a medida com que medirdes sereis medidos também... Mestre Jesus Cristo.

Seguidores dos Pretos Velhos

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segunda-feira, 10 de março de 2014

A Casa Espiritualista




O centro, tenda ou terreiro é o reflexo de seu dirigente. Esta é uma realidade que não podemos negar. Se a direção da instituição se caracteriza pela morosidade, pela atitude conservadora e anti-progressista; se não gosta de estudar, nem as bases deixadas por Kardec, fatalmente veremos uma Casa imersa num ambiente de enganosa penumbra - "tons de cinza" nas paredes e no sorriso desbotado de poucos voluntários. Falta alegria e satisfação em servir e toda mudança que possa arejar os velhos hábitos é, a priori, rejeitada.

Por outro lado, caso o dirigente se caracterize pela jovialidade, espontaneidade, alegria e seja dado ao estudo - estimulador do progresso espiritual - certamente presenciaremos uma reunião efusiva, descontraída, um ambiente agradável, sorrisos e vibrações elevados. As "cores" dessa Casa refletirão o estado íntimo de seu dirigente e dos freqüentadores, primando pela leveza e pelo bom humor.

Nos templos devemos cantar bastante, pois assim estaremos liberando emoções saudáveis e estimulando a alegria e a jovialidade.

Empregando assim a força do nosso pensamento em algo construtivo, visando ao bem-estar comum, aí sim estaremos preparando as pessoas, deixando-as receptivas às palavras das entidades ou doutrinas. A "curimba" alegre e elevada estimula a mente para criações mentais superiores e suaviza emoções conturbadas. Se agirmos ao contrário, permanecendo em silêncio - sem "curimbas" - as pessoas sentem-se entediadas a acabam por dormir; não têm alegria e nem estímulos - tornam-se ranzinzas e mal-humoradas.

Criemos uma Egrégora de Alegria, Fé e Epiritualidade nas Casas de Umbanda...

Que Deus Ilumine todas as Casas que trabalhem em prol da Caridade.




domingo, 9 de março de 2014

Não Sofra Por Causa de Vasos de Barro



Tudo na sua vida está em constante movimento, e no mundo da Ilusão, tudo tem um começo e um fim.  A árvore começa em uma semente lançada a terra, e perfazendo seus ciclos, à terra retornará.  Cada forma, na natureza, cada animal, planta, fruto, pedrinha até, iniciou e terá seu fim. Nada permanece.


Este é um princípio da Lei dos Ciclos, uma das Leis conectadas a Lei do Karma. E sua utilidade é múltipla. Lembre-se de que o que é Real não perece, permanece, o restante cessa, por não ser real. O SER é Real. O Estar, não. Das várias utilidades, escolhi uma em particular e compartilharei hoje, com vocês.

Tudo o que você acha que tem foi confiado a você e confiado por um tempo. Pertence ao universo, é energia condensada formando algo a que o ser humano atribuiu algum valor. Mas a ilusão de posse é muito profunda, arraigada, e por conta disso, os desejos desenfreados sustentados pela ilusão do possuir, levam ao medo de deixar de possuir. Quem deseja ganhar, em algum momento temerá perder.


O vaso é feito do barro da terra, e quando o vaso se quebrar, deixar de atender à função atribuída a ele, voltará à terra. Todo vaso quebra. Cedo ou tarde. É só uma questão de tempo. Nem a própria terra permanece.


Então não venere seus objetos; considere-os vasos de barro. Seu computador, seu carro, seu dinheiro. Use com sabedoria – que significa extrair a utilidade daquilo que temporariamente está sob seus cuidados (que você acha que possui)- e se desapegue, pois uma das grandes causas do sofrimento, assim como o desejo de ter é o medo de deixar de ter (apego).


Olhe para tudo aquilo que você tem: são vasos de barro. Se pergunte qual a utilidade e faça jus à utilidade de cada vaso. Considere tudo aquilo que deseja possuir: são vasos. Se questione sobre qual a utilidade do que deseja ter - de pronto perceberá que parte do que deseja, nem necessário é.


Por isso, para caminhar no sentido da cessação do sofrimento (zerar o karma), pare de perseguir miragens, ilusões. Realize o uso dos vasos que a você foram confiados, sabendo que eles quebram. Estão seus. Não são seus.


Não dependa do ter e não tema não ter. Não sofra por desejar possuir e não sofra por temer deixar de possuir. A realidade, a verdade profunda e incontestável, é que tudo o que perece, todos os vasos de barro, pertencem ao universo. Transporte o Real: você, seus princípios, sua percepção e sua disposição, seu amor e saber.  Eu topo seguir contigo, mas sem bagagem, ok?

Por Lucius Augustus, In.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Com Deus me Deito, com Deus me Levanto


Numa antiga oração popular, ensinada às crianças para que seja orada antes de dormir, encontramos uma expressão muito interessante:

“Com Deus me deito, com Deus me levanto…”

Eis então algumas considerações importantes inspiradas neste costume:

“Com Deus me deito…”

Que importante anelo para alguém que se prepara para o sono!

Tendo em vista que ao dormir, ao se penetrar o universo do sono e dos sonhos, ninguém pode garantir a qualidade deste transe, a harmonização com Deus faz-se fundamental.

Cada pessoa que se desprende do corpo físico, passa a travar contato com os variados tipos espirituais.

Amigos uns, inimigos outros, comparsas do pretérito reencarnatório, incontáveis.

Por causa disso, torna-se primordial criar-se o hábito benfazejo de orar, antes de dormir, entregando a mente, os raciocínios e os sentimentos às mãos do Criador.

Quando alguém mergulha nesse rio do sono, não tem idéia de com quem deparará.

É o que nos ajuda a entender os sonhos suaves, cheios de estesias, repletos de alegrias, que levam muita gente a dizer que chega a ter vontade de não despertar.

Há, por outro lado, os conhecidos pesadelos, que não são, senão, o resultado do contato angustiante e perturbador com adversários ou inimigos, cobradores, em vários níveis, das condutas daquele que dorme.

Deitar-se com Deus, então, transforma-se em providência muito feliz, com o fito de libertar-se de qualquer perseguição sombria.

“Com Deus me levanto…”

Em realidade, a referência é ao ato de despertar do sono.

É fundamental alguém aprender a levantar-se com Deus, num mundo em que, de costume, muitos indivíduos anseiam por levantar-se admitindo a não necessidade de cogitar Deus.

Quantos indivíduos, caídos na rua da amargura, rogam a ajuda divina para erguer-se da dificuldade em que se acham?

Mãos anônimas, mãos amigas, benfeitores humanos, socorristas encarnados, atendentes sociais, todo este plantel de almas do bem representa a presença de Deus junto aos irmãos que sofrem.

Tanto caminho, tanta ajuda, tanto apoio impulsionarão o sofredor para que ele se levante, e se levante com Deus.

Quantos experimentam dramas econômico-financeiros, fazendo-se endividados, inadimplentes, desgastados sociais, desacreditados, muito embora a sua honestidade, a sua consciência dos próprios deveres?

Esses companheiros anseiam pelo socorro de amigos e de instituições bancárias que lhes retirem do pescoço o nó, que lhes ofertem algum oxigênio.

Assim livrando-os da sufocação em que se acham, para que se levantem, e se levantem com Deus.

Qualquer que seja a queda humana, material ou moral, a possibilidade de levantar-se com Deus, com o apoio do Mundo Superior, será sempre a melhor maneira de se levantar no Planeta.

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A oração é uma das melhores maneiras de nos colocarmos em sintonia com os amigos espirituais.

Eis um hábito muito salutar: travar conversas constantes, onde quer que estejamos, com nosso Espírito Protetor, e com os Espíritos afins que nos acompanham diariamente.

Mantendo-nos em sintonia com os bons Espíritos, através de pensamentos elevados, de alegria, gratidão e amor, conseguiremos ouvir suas aspirações, e delas nos utilizarmos para nosso bem.

Contemos mais com este recurso fabuloso que temos: a prece, e nos surpreendamos com os bons resultados obtidos.


Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. “Levanta-te com Deus”, do livro Em nome de Deus, do Espírito José Lopes Neto, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter.
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